O Primeiro Instituto Familiar de Práticas, Estudos e Propagação do Aikido em Sergipe

Arthur Santos - Yudansha Makoto (Nidan)

Como conheci o Aikido

Em 2002, entrei para a PM, e na academia ainda me achava baixinho pra profissão, por isso na hora de escolher a equipe de esportes, escolhi o judô, aproveitando como atividade dois em um (educação física e defesa pessoal). Fiquei na equipe de judô por dois anos e meio, fui branca e amarela. Nessa época, em Recife visitei um dojo de aikido que não lembro o nome agora.

Quando voltei pra Sergipe, em dezembro de 2004, a vida foi normalizando aos poucos, reaprendendo o ritmo de família, estudo, trabalho. Então comecei a procurar uma arte marcial completa que me deixasse pronto na minha profissão para enfrentar qualquer situação qualquer surpresa e qualquer lutador metido a bater em Polícia. Procurava algo pra garantir a minha saúde e a minha integridade física.

Nesse tempo na PM apareceu um curso de atualização profissional. Me inscrevi logo e os colegas já criticavam achando cedo já que tinha acabado de chegar da academia, mas insisti porque ia sobrar vaga e conhecimento nunca é demais.

Na Academia, em três anos foram 180 horas de defesa pessoal, mais as aulas da equipe de judô. Quem acha que isso é suficiente para um profissional que vai passar 30 anos de serviço está enganado. Por isso que quando apareceu um curso de defesa pessoal na pmse, me inscrevi e ainda participei como visitante na edição seguinte.

Sempre nas instruções de defesa pessoal da Academia ou da PMSE os instrutores eram faixa-preta em uma ou mais artes e sempre tinham muita experiência com outros faixas-pretas e outras artes em outros cursos. Sempre aparecia alguém dizendo que “essa técnica é da SWAT”. e nas aulas recebíamos um mix de técnicas de várias artes marciais contra as mais diversas formas de ataques e situações. Mais tarde percebi que várias das famosas da SWAT eram pedaços de técnicas de aikido com outro nome ou apelido.

Durante o curso de defesa pessoal os alunos participaram de um seminário de aikido. Ali eu decidi, quando acabar o curso eu começo a treinar aikido.

Comprei logo o dogui pra não inventar desculpa. E comecei a treinar em dezembro de 2006. No tempo de branca amarela e roxa, parecia que corpo e mente estavam em sintonia e com folego infinito. Na verde passei um tempo sumido, tentando voltar mas não conseguia ritmo. Não lembro a época que melhorei e me organizei e voltei a treinar dizendo ao Sensei que “ia parar de achar desculpas para não ir treinar e ia passar a achar desculpas para ir treinar”.

Logo que terminei o curso de defesa pessoal, fui designado como instrutor de defesa pessoal no curso de formação de soldados. E depois em diversas oportunidades e turmas diferentes. Nesse momento o aikido me ajudou pois a aula não era de aikido, eu era iniciante e logo depois tinha pouco tempo de graduado. Então eu usava o aikido como coringa, pois sempre vinham as perguntas e desafios: “e se isso não funcionar? E se aquilo? E se aquilo outro?”. Assim eu sabia que não existe uma técnica perfeita que funcione para tudo e para todos, o que existe é confiança, agilidade, reflexo, conhecimento da técnica, repetição, ter um leque de técnicas para plano B, C, D,...

Aprendi na PM que para sermos bons profissionais, sermos os melhores, (já que estamos resguardando nossas vidas e as dos cidadãos em situações adversas, inesperadas e imprevisíveis), precisamos estar sempre nesse trio: TREINAR, OPERAR E INSTRUIR. Que é igual a estudar, fazer na prática e ensinar. Por isso não abandono e nunca vou deixar de praticar aikido que cuida do corpo e da mente mantendo o equilíbrio e a saúde e ainda fazendo mais e mais amigos a cada dia.

Outra coisa que aprendi por ai é que se a gente lê a gente assimila (x)%, se ouve uma palestra ou vídeo assimila (2x)%, se assiste uma aula e interage assimila (3x)% e se você ensina, você assimila (4x)%. Esse é o outro motivo que não saio do aikido (ou o aikido não sai de mim). É a hora de aprender. O aikido começa agora.


Certificado de Nidan nº 73549, comprovando que Arthur Santos é um Yudansha (Faixa-Preta) da AIKIKAI FOUNDATION, AIKIDO WORLD HEADQUARTERS(Hombu Dojo-Japão). Com o AIKIKAI MEMBERSHIP NUMBER 275395.


Certificado de Shodan nº 160678, comprovando que Arthur Santos é um Yudansha (Faixa-Preta) da AIKIKAI FOUNDATION, AIKIDO WORLD HEADQUARTERS(Hombu Dojo-Japão). Com o AIKIKAI MEMBERSHIP NUMBER 275395.